terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Aniversário da minha Amada
Hoje foi o aniversário da minha amante, São Paulo. Que também foi amante do Tom Jobim, que por sua vez, se casou com o Rio, traiu em Itapuã, num bacanal dos poetas, Vinicius e Toquinho, e foi morrer ao lado da bela viúva, Nova Iorque.
Mas não vim aqui para falar dos artistas e poetas que se apaixonaram por ela. Se for por isso, não poderia deixar de citar a saudosa maloca da Joca e Mato Grosso. Que foi para o chão, porém lhe ensinaram que na cidade das oportunidades sempre haverá um abrigo de vagabundos, para acolher quem vem da Avenida São João. Como diria Adoniran: o abrigo de vagabundos é legalizado e ninguém pode demolir, não sinhô.
Estou aqui para lhe prestar uma homenagem, em mais um ano de vida. E mais um ano que envelheço na cidade, rico ou pobre paulista, sou feliz por ser desta nação, de muitas nações. São Paulo, essa menina de 457 anos que me encanta com o brilho dos seus olhos, que me fascina com suas curvas perigosas e ao mesmo tempo delicadas, que me seduz com seu amargo e doce beijo noturno, que me controla e liberta meus impulsos de insensatez, tudo ao mesmo tempo.
Ah São Paulo, para os íntimos, Sampa. Ás vezes eu reclamo de você, mas na maioria delas, não paro de elogiá-la. Deve ser por isso que nossa relação dificilmente vai chegar ao fim. E se chegar, nós podemos fazer do fim um novo começo. Não foi assim que você me ensinou?
Mas não quero falar de fim, se ainda preciso conhecer você melhor. Mesmo que para isso, precise de uma vida inteira. Sempre vou estar disposto a conhecer você melhor para agradá-la em todos os anos da minha vida.
Isso não é só uma declaração de amor. É de fato, o amor que sinto por você.
Boa noite minha amada, abra os braços que quero deitar em seu colo e amanhã ao acordar, espero vê-la brilhar como em todas as manhãs.
Amo-te incondicionalmente para sempre.
RB
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